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Judoca Rafaela Silva perde medalha de ouro do Pan após ser flagrada no antidoping

Um dos principais nomes do judô nacional, Rafaela participou de duas edições dos Jogos Olímpicos. No Rio, ela foi ouro e está cotada para chegar novamente ao pódio no próximo ano, na Olimpíada de Tóquio.


Foto: Divulgação

A judoca Rafaela Silva, de 27 anos, perdeu a medalha de ouro conquistada nos Jogos Pan-Americanos de Lima na categoria até 57kg após ser pega no exame antidoping realizado no dia 9 de agosto, durante a competição no Peru.

 

Em um comunicado divulgado nesta quarta-feira, a organização do evento informou que Rafaela Silva e outros atletas que testaram positivo no exame antidoping foram desqualificados dos Jogos, perderam suas medalhas e seus resultados foram anulados. A atleta brasileira testou positivo para fenoterol, substância presente em medicamentos contra a asma e capaz de melhorar o desempenho de um atleta.

De acordo com a Panam Sports, audiências sobre a situação de competidores pegos no exame antidoping em Lima foram agendadas para os dias 3 e 4 de outubro. Os organizadores ainda aguardam os resultados de análises das amostras B solicitadas pelos atletas afetados.

Medalhista de ouro nos Jogos Olímpicos do Rio e campeã mundial, Rafaela Silva se defendeu na semana passada e explicou que a presença em seu teste de urina de fenoterol se deve à contaminação pelo contato com um bebê que toma medicação contra problemas respiratórios. Segundo a judoca, em 4 de agosto ela teve contato com um bebê de sete meses que usa produtos contra a asma, e aí foi contaminada.

Depois do Pan, Rafaela viajou ao Japão para disputar o Mundial de Judô e voltou para casa com duas medalhas de bronze, no individual e por equipes mistas. Ainda não está definido se ela perderá as medalhas. Vinte dias após o antidoping positivo, Rafaela se submeteu a outro exame idêntico, no Mundial de Judô, que não identificou a substância em seu organismo.

O fenoterol tem efeito broncodilatador e não é substância proibida, mas especificada pela Agência Mundial Antidoping (Wada, na sigla em inglês). Isso significa que a atleta pode apresentar a defesa antes de qualquer suspensão. Em 2016, a nadadora Etiene Medeiros passou pela mesma situação e acabou inocentada. Um dado importante é a quantidade da substância encontrada no organismo.

Um dos principais nomes do judô nacional, Rafaela participou de duas edições dos Jogos Olímpicos. No Rio, ela foi ouro e está cotada para chegar novamente ao pódio no próximo ano, na Olimpíada de Tóquio.

Além de Rafaela Silva, o Time Brasil teve no Pan de Lima outros dois casos de doping. Um foi do ciclista Kácio Freitas, que foi medalha de bronze por equipes. O outro foi de Andressa Morais, do lançamento de disco. Ela foi medalhista de prata e está suspensa preventivamente e, por isso, não disputará o Mundial de Atletismo.