Mato Grosso do Sul

Aquidauana e Coxim estão em alerta de emergência para inundação

A elevação crítica dos níveis dos rios Taquari e Aquidauana levou à emissão de dois alertas de emergência em Mato Grosso do Sul.
Foto: Coxim Agora/Reprodução

A elevação crítica dos níveis dos rios Taquari e Aquidauana levou à emissão de dois alertas de emergência em Mato Grosso do Sul. De acordo com o Instituto de Meio Ambiente do estado (Imasul), o transbordamento das águas ameaça diretamente comunidades ribeirinhas e empreendimentos locais, tanto em perímetros urbanos quanto rurais. Em Coxim, o Rio Taquari já ultrapassou a cota de inundação, resultando no desalojamento de duas famílias, enquanto em Aquidauana o rio homônimo está a apenas 8 centímetros de atingir seu nível máximo de alerta.

O monitoramento detalhado da Agência Nacional de Águas (ANA) revela a gravidade da subida das águas: em Coxim, o Taquari atingiu 5,01 metros ainda pela manhã, configurando estado de inundação. Já em Aquidauana, o nível do rio subiu quase 30 centímetros em poucas horas, chegando a 7,22 metros no final da tarde, muito próximo do limite de emergência de 7,30 metros. Esse aumento repentino é reflexo de um volume de chuvas atípico; em Coxim, por exemplo, choveu em apenas três dias cerca de 94% do esperado para o mês inteiro, enquanto em Aquidauana o acumulado já representa 82% da média mensal.

A situação é agravada pelo histórico recente na região de Corguinho, onde tempestades no início de fevereiro destruíram pontes e isolaram famílias após o volume de chuva superar em 40% a média prevista para fevereiro. O cenário atual, analisado pela Sala de Situação do Imasul vinculada à Semadesc, aponta que o solo saturado e a continuidade das precipitações podem piorar o avanço das águas sobre as áreas habitadas caso o mau tempo persista.

Para os próximos dias, o Cemtec e o Inmet mantêm alertas de "perigo" para chuvas intensas nas bacias desses rios, o que motivou o Imasul a recomendar a mobilização imediata da Defesa Civil Estadual. As autoridades orientam que a população ribeirinha permaneça em vigilância constante e utilize o canal de emergência 199 para reportar riscos. O monitoramento hidrológico segue em tempo real para coordenar ações de resposta rápida e minimizar possíveis danos materiais e humanos.

- Redação