Campo Grande

Câmara Municipal mantém veto e taxa do lixo segue sendo cobrada na Capital

A Câmara Municipal de Campo Grande decidiu manter o veto da prefeita Adriane Lopes ao projeto que pretendia suspender o reajuste da taxa de coleta de lixo.
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Em uma votação apertada realizada na manhã desta terça-feira (10), a Câmara Municipal de Campo Grande decidiu manter o veto da prefeita Adriane Lopes ao projeto que pretendia suspender o reajuste da taxa de coleta de lixo. Embora a maioria dos parlamentares tenha se posicionado contra a decisão da prefeita — com 14 votos favoráveis à derrubada do veto —, o grupo não atingiu o quórum mínimo de 15 votos necessários para a anulação. Com o apoio de 8 vereadores que votaram pela manutenção, o Executivo saiu vitorioso, assegurando a continuidade da cobrança nos moldes estabelecidos pela Prefeitura.

O desfecho ocorre sob forte pressão política e críticas de parte do Legislativo, que questiona a legalidade do reajuste. Enquanto parlamentares da oposição argumentam que a atualização do tributo não deveria ter sido feita via decreto, o Executivo defende a necessidade da arrecadação para equilibrar as contas. Segundo a gestão municipal, o custo do serviço de coleta em 2025 atingiu aproximadamente R$ 137 milhões, valor significativamente superior aos R$ 40 milhões estimados com a receita da taxa de lixo.

Além do embate sobre o lixo, a administração municipal enfrenta um cenário complexo de instabilidade tributária envolvendo o IPTU. Recentemente, a OAB obteve uma liminar que barrou os valores originalmente previstos para o imposto, obrigando a Prefeitura a recalcular os boletos aplicando apenas a correção inflacionária de 5,32%. Assim, a manutenção do veto sobre a taxa de lixo representa um alívio financeiro estratégico para o município, apesar do desgaste político acumulado nas últimas semanas.

- Redação