O corretor de imóveis Leonardo da Silva Thiele, de 31 anos e natural de Cassilândia, foi detido preventivamente em Maringá (PR) sob a acusação de orquestrar fraudes milionárias no mercado imobiliário. A prisão, efetuada no dia 10 de fevereiro a pedido da PolÃcia Civil, visa interromper as atividades de sua empresa, que continuava operando e apresentava risco de gerar novos prejuÃzos. De acordo com o delegado Fernando Garbelini, titular da Delegacia de Estelionatos de Maringá, já existem ao menos dez inquéritos instaurados no Paraná, onde o investigado atraÃa investidores com promessas de alta rentabilidade na compra e revenda de propriedades, utilizando documentos falsos e apropriando-se indevidamente de valores.
A ficha criminal de Leonardo se estende ao Mato Grosso do Sul, onde ele já era alvo de diversos processos por estelionato e apropriação indébita com um modus operandi bastante similar. Em cidades como Costa Rica e Figueirão, as vÃtimas relatam prejuÃzos que somam centenas de milhares de reais. Em um dos casos, um comprador perdeu R$ 280 mil ao adquirir um imóvel que pertencia a um idoso que tentava custear um tratamento de saúde. Em outra situação, o corretor teria retido mais de R$ 120 mil que deveriam ter sido repassados ao proprietário de um imóvel, além de ter vendido terrenos em nome de empresas das quais ele sequer fazia parte.
As denúncias do Ministério Público também apontam crimes em Camapuã, onde o corretor teria se passado por representante de uma incorporadora para vender lotes sem entregar a documentação legal, crime configurado como estelionato em concurso material. Relatos indicam que o alcance de seus golpes não poupou nem a própria famÃlia, havendo registros de que ele teria enganado o próprio irmão. Apesar das investigações e processos acumulados nos dois estados, Leonardo ainda consta com registro ativo no Conselho Regional de Corretores de Imóveis de Mato Grosso do Sul (Creci/MS).
Diante da magnitude das fraudes, as autoridades acreditam que o número de vÃtimas e o montante total desviado podem ser ainda maiores do que o inicialmente previsto. A expectativa da polÃcia é que, com a divulgação da prisão, novas pessoas que foram lesadas pelo corretor procurem as delegacias para formalizar as queixas e auxiliar no aprofundamento das investigações sobre a rede de influência da organização no setor imobiliário da região.
- Redação





