O mês de fevereiro em Campo Grande foi marcado por um volume de chuvas excepcional, superando em duas vezes a média histórica para o período. Segundo o meteorologista Natálio Abrahão, o acumulado geral da capital atingiu a marca de 348,8 mm, um valor que não era superado desde 2010. A variação entre os bairros foi nítida: enquanto a estação do Carandá Bosque registrou impressionantes 419,8 mm (contra os 174,2 mm esperados), outras regiões como o Jardim Panamá e unidades do Inmet oscilaram entre 265,1 mm e 359,1 mm, todas muito acima da média de 171,4 mm prevista para essas áreas.
No interior do estado, a situação foi ainda mais extrema em São Gabriel do Oeste, que se tornou o destaque do mês ao registrar 661,6 mm de precipitação. O volume foi quase quatro vezes maior que a média esperada de 171,5 mm, configurando a maior chuva dos últimos 24 anos no município. Corguinho também apresentou um acumulado expressivo de 533,8 mm, superando com folga os 210,1 mm previstos, enquanto Sonora e Nhumirim também registraram chuvas muito além do habitual, com 344,8 mm e 322,1 mm, respectivamente.
Outras cidades também fecharam o mês com o índice pluviométrico acima da média histórica, como é o caso de Ribas do Rio Pardo (296,4 mm), Cassilândia (263,2 mm), Água Clara (230,6 mm), Três Lagoas (227,4 mm), Bandeirantes (221,6 mm) e Amambai (221,1 mm). Municípios como Aquidauana, Corumbá, Sidrolândia e Ivinhema também registraram excedentes, ainda que de forma mais moderada em comparação aos recordistas do mês.
Por outro lado, o mês de fevereiro não foi chuvoso para todo o Mato Grosso do Sul. Em cidades como Porto Murtinho (33,1 mm), Itaquiraí (56,8 mm) e Mundo Novo (74,2 mm), o volume de água ficou bem abaixo das expectativas iniciais. A mesma tendência de estiagem relativa foi observada em Chapadão do Sul, Costa Rica, Jardim e Ladário, onde os acumulados finais não conseguiram atingir as médias históricas previstas para o período.
- Redação





