O cenário de instabilidade no Oriente Médio provocou uma escalada imediata nos preços do petróleo em todo o mundo, gerando impactos diretos na economia brasileira e, especificamente, no Mato Grosso do Sul. De acordo com Edson Lazarotto, presidente do Sinpetro-MS, o valor do barril saltou de US$ 62 para a casa dos US$ 100 desde o agravamento dos conflitos. Esse movimento gerou uma reação em cadeia no setor, forçando as distribuidoras a repassarem os custos e a realizarem ajustes no fornecimento de produtos, atingindo com maior intensidade o óleo diesel.
A gravidade da situação atual é comparável a momentos históricos de crise no abastecimento. Segundo o dirigente sindical, o estado não enfrentava uma subida tão acentuada nos combustÃveis desde a greve dos caminhoneiros, ocorrida em 2018. A volatilidade do mercado internacional faz com que qualquer novo episódio de tensão na zona de conflito reflita instantaneamente nas cotações internacionais, o que mantém o setor em alerta constante.
Diante desse quadro de incertezas, a perspectiva para o consumidor final não é otimista no curto prazo. Como o preço do barril continua sensÃvel aos desdobramentos geopolÃticos, a tendência é que o mercado permaneça instável. Isso indica que os motoristas sul-mato-grossenses devem se preparar para possÃveis novos reajustes nas bombas de combustÃvel ao longo das próximas semanas.
- Redação





