O Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul (TCE-MS), por meio do conselheiro Osmar Jeronymo, estabeleceu um prazo de dez dias úteis para que a Prefeitura de Campo Grande preste esclarecimentos detalhados sobre as obras de infraestrutura e mobilidade urbana na capital. A auditoria foca, inicialmente, nas intervenções realizadas na Avenida Ernesto Geisel (Norte-Sul), abrangendo desde o controle de erosão e drenagem até a revitalização do Córrego AnhanduÃ. O órgão exige saber a origem exata dos recursos — se municipais, estaduais ou federais — e solicita a cópia de todos os contratos e convênios vigentes para essas execuções.
Além das obras de drenagem, o Tribunal requisita dados especÃficos sobre a implantação dos corredores de ônibus, projeto vinculado ao Programa Avançar Cidades do Governo Federal. O relator busca entender como estão sendo aplicadas as contrapartidas do municÃpio em serviços que incluem sinalização, construção de estações de embarque e reformas no sistema de transporte coletivo. Essa movimentação do TCE ocorre em um momento de reavaliação por parte do Executivo Municipal; a prefeita Adriane Lopes sinalizou que pretende rediscutir trechos onde as obras ainda não começaram, como os das ruas Bahia e Calógeras, sob o argumento de que a população não foi devidamente consultada no planejamento original desses projetos.
No caso da Avenida Calógeras, que faz parte do Corredor Sul e atende cerca de 30 mil passageiros diariamente, o projeto prevê recapeamento total e novas estações, embora a construção de uma ciclovia tenha sido alvo de controvérsias com comerciantes locais. Já o trecho da Rua Bahia, integrante do Corredor Norte, planeja ligar a Avenida Afonso Pena ao Terminal General Osório com a instalação de quatro pontos de embarque estratégicos. Enquanto o municÃpio avalia se mantém os planos originais ou se abre diálogo para modificações, o TCE mantém a pressão para garantir a transparência e a legalidade no uso das verbas públicas destinadas a essas frentes de trabalho.
- Redação





