Nesta terça-feira, dia 31 de março, o Gaeco deflagrou a operação Mão Dupla, marcando a segunda etapa da Operação Pretense. A ofensiva mira um esquema de corrupção em Coronel Sapucaia, cidade localizada a 396 km da capital, e resultou na apreensão de grandes quantias de dinheiro em espécie. Ao todo, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul expediu 23 mandados de busca e apreensão, além de medidas que incluem o uso de tornozeleira eletrônica, o afastamento de funções públicas e a proibição de investigados frequentarem órgãos municipais ou manterem contato entre si.
As diligências, que contam com o apoio do Bope, estenderam-se pelas cidades de Ponta Porã, Amambai e Caarapó. Em um dos endereços visitados em Ponta Porã, viaturas foram vistas em uma residência na Rua Antônio João. O foco do Ministério Público é desarticular uma rede acusada de peculato, fraudes em licitações e contratos, corrupção passiva e pagamentos irregulares. O esquema envolveria diretamente secretários, servidores públicos e agentes políticos.
O título desta fase da operação é uma alusão direta a uma frase recorrente usada pelos suspeitos durante as negociações ilícitas: “Você me ajuda, que eu te ajudo”. Esse bordão sintetiza a troca de favores que baseava as contratações públicas sob investigação, reforçando a natureza bilateral dos crimes praticados no município.
O desdobramento atual é uma continuidade dos trabalhos iniciados em dezembro de 2024, quando a prefeitura e um grupo de empresas familiares foram alvos da primeira fase. Diante dos novos fatos, a atual prefeita de Coronel Sapucaia, Niágara Kraievski, manifestou-se afirmando que as irregularidades apuradas dizem respeito à gestão anterior e que os eventos investigados não possuem conexão com o seu mandato atual.
- Redação





