A investigação sobre a morte da subtenente Marlene de Brito Rodrigues, de 59 anos, tomou um rumo decisivo no inÃcio da tarde desta segunda-feira. Após a militar ser encontrada sem vida em sua residência com um ferimento a bala no pescoço, a PolÃcia Civil efetuou a prisão em flagrante de seu namorado. Segundo a delegada adjunta da Deam, Analu Lacerda Ferraz, as evidências colhidas pela perÃcia no local do crime foram fundamentais para embasar a acusação de feminicÃdio, fornecendo elementos suficientes para a custódia imediata do suspeito.
Embora o casal não possuÃsse registros oficiais de violência doméstica durante o relacionamento de um ano e meio, a polÃcia apurou que o homem já tinha passagens criminais por agressões em relacionamentos anteriores. A delegada ressaltou que a ausência de denúncias formais entre os dois não descarta a existência de um convÃvio conturbado ou violento, detalhes que já estão integrados ao inquérito policial. A dinâmica dos fatos apresentada pelo detido também levantou suspeitas, especialmente devido à s constantes mudanças em seu depoimento.
Inicialmente, o namorado tentou sustentar a tese de suicÃdio, alegando que Marlene teria disparado contra si mesma enquanto ele tentava impedi-la. Contudo, essa versão perdeu força à medida que ele apresentou contradições — chegando à sua quarta variante do relato —, principalmente sobre o momento em que foi flagrado com a arma do crime nas mãos. Enquanto a investigação avança para esclarecer os detalhes do ocorrido, o caso choca pela perda de uma profissional dedicada que dedicou quase quatro décadas à segurança pública de Mato Grosso do Sul.
Marlene de Brito Rodrigues era uma veterana respeitada, prestes a completar 38 anos de serviço na PMMS. Pioneira, ela frequentemente compartilhava em suas redes sociais o orgulho pela trajetória trilhada desde 1988, destacando o desafio de ter sido a primeira mulher na PolÃcia Florestal, em uma época dominada por homens. Atualmente, a subtenente mantinha-se ativa junto à corporação integrando o Grupo de Apoio Policial, onde auxiliava outros veteranos, deixando um legado de pioneirismo e honra à farda.
- Redação





