Economia I

Conta de energia aumenta 12,11% a partir de hoje em Mato Grosso do Sul

Esse novo tarifário entra em vigor imediatamente, refletindo-se nas faturas com leitura a partir de maio.
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Os consumidores de Mato Grosso do Sul terão um novo desafio no orçamento doméstico a partir desta quarta-feira (22). Em decisão unânime tomada durante a 8ª Reunião Pública Ordinária da Aneel, foi aprovado um reajuste médio de 12,11% nas tarifas de energia elétrica, impactando cerca de 1,17 milhão de clientes da Energisa no estado. Para as residências, a alta será de 11,75%, enquanto os consumidores rurais enfrentarão um aumento de 12,45%. No setor de alta tensão, o índice médio fixado foi de 12,39%. Esse novo tarifário entra em vigor imediatamente, refletindo-se nas faturas com leitura a partir de maio, conforme alertado por Rosimeire Costa, presidente do Concen-MS.

A pressão sobre os preços atuais é impulsionada, em grande parte, pelos encargos setoriais, com destaque para a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), fundo utilizado para custear subsídios e descontos na conta de luz. Vale pontuar que a Energisa, que recentemente teve seu contrato prorrogado por mais três décadas, registrou um faturamento expressivo de R$ 5,684 bilhões em 2024, acumulando uma receita histórica de R$ 170,5 bilhões desde que assumiu a concessão em 1997.

O processo de definição desse reajuste para 2026 estendeu-se por meses, sofrendo alguns adiamentos. Originalmente, a homologação deveria ter ocorrido até o dia 8 de abril para cumprir o cronograma contratual, mas a discussão só foi concluída agora. Inicialmente, as projeções eram ainda mais severas, prevendo altas que chegavam a 13,22%. Contudo, o impacto imediato foi ligeiramente atenuado graças a um pedido de diferimento tarifário de R$ 21 milhões feito pela própria concessionária e aceito pela área técnica da Aneel.

Essa manobra de diferimento, na prática, funciona como um parcelamento: a empresa optou por não repassar a totalidade dos custos de uma só vez para evitar um choque tarifário ainda maior neste momento. No entanto, essa estratégia representa apenas um alívio temporário, pois os valores não cobrados agora serão transferidos para os próximos ciclos. Consequentemente, embora os índices tenham caído para a casa dos 12%, a conta de luz em 2027 deverá carregar esse custo represado, tornando os reajustes futuros potencialmente mais onerosos para a população sul-mato-grossense.

- Redação