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MS em clima de deserto, 4 cidades do Estado lideram o ranking de baixa umidade do país

Das 5 cidades brasileiras com os menores índices, 4 pertencem ao estado: Bataguassu atingiu 20%, seguida por Três Lagoas com 25%, e Costa Rica e Jardim, ambas com 26%.
- Imagem Divulgação

Mato Grosso do Sul tem registrado índices críticos de umidade relativa do ar, dominando o ranking nacional das cidades mais secas. Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), das cinco cidades brasileiras que apresentaram os menores índices na última quinta-feira (23), quatro pertencem ao estado: Bataguassu atingiu 20%, seguida por Três Lagoas com 25%, e Costa Rica e Jardim, ambas com 26%. Esse cenário de "clima de deserto" é resultado de um sistema de alta pressão atmosférica que mantém o tempo firme e as temperaturas elevadas, podendo chegar a até 35°C em diversas regiões.

A situação é preocupante para a saúde pública, uma vez que a Organização Mundial da Saúde (OMS) estabelece que índices abaixo de 30% já configuram estado de atenção. Nessas condições, o corpo humano sofre com o ressecamento da pele, olhos e vias respiratórias, o que pode agravar quadros alérgicos e até problemas cardíacos. Além do impacto direto no bem-estar físico, o tempo extremamente seco e o calor acima da média aumentam consideravelmente o risco de incêndios florestais em todo o território sul-mato-grossense.

Diante desse prognóstico, que deve se manter estável até sábado (25), especialistas e o Cemtec recomendam cuidados rigorosos. A orientação é priorizar a hidratação constante, ingerindo água mesmo sem sede, e utilizar recursos como umidificadores ou toalhas molhadas para melhorar a umidade nos ambientes internos. Também é fundamental evitar a exposição solar e a prática de atividades físicas ao ar livre entre 10h e 16h, além de fazer uso de soro fisiológico nas narinas e olhos para mitigar o desconforto causado pelo ar seco.

Uma mudança no tempo é esperada apenas para o domingo (26), quando o Cemtec prevê a possibilidade de chuvas em várias regiões do estado. Até que a precipitação ocorra, a recomendação geral permanece focada na proteção individual, com o uso de hidratantes e filtro solar, garantindo que os efeitos da baixa umidade sejam minimizados durante este período de calor intenso e ar rarefeito.

- Redação