Policial

Jovem morto em tribunal do crime, foi torturado com canivete em MS

O jovem Francisco Vinicius Leoncio Barroso, de 23 anos, conhecido como Boladinho, foi vítima de uma execução brutal em um "tribunal do crime" no município de Pedro Gomes.
- Imagem Divulgação (PM)

O jovem Francisco Vinicius Leoncio Barroso, de 23 anos, conhecido como Boladinho, foi vítima de uma execução brutal em um "tribunal do crime" no município de Pedro Gomes. O crime começou quando a vítima estava bebendo com amigos nos fundos de uma residência e foi surpreendida por homens armados que invadiram o local após rondarem a região em uma caminhonete Hilux. Imobilizado com o cadarço de um calçado, Francisco foi sequestrado e levado para uma área rural, onde sofreu tortura, foi enforcado com uma toalha e esfaqueado diversas vezes com um canivete, tendo seu corpo arrastado para um matagal próximo à BR-359.

A resolução do caso teve início na noite de terça-feira (28), quando a Força Tática da Polícia Militar interceptou a caminhonete Hilux na entrada da cidade. Durante a abordagem ao motorista de 18 anos e ao passageiro de 21, o celular de um deles tocou, e os policiais ouviram, via viva-voz, comparsas questionando sobre o paradeiro do corpo e a ocultação de evidências. Diante do flagrante, os suspeitos confessaram a participação no homicídio; o condutor revelou ter recebido R$ 300 para dirigir o veículo, enquanto o passageiro detalhou a logística do grupo, que envolveu o apoio de um veículo Voyage e a busca de armamento em diferentes pontos da região.

As diligências avançaram com a prisão de outros envolvidos, incluindo um homem que guardava o revólver calibre .32 utilizado para ameaçar a vítima e outro que alegou ter sido coagido por uma organização criminosa a buscar a arma em uma zona rural. A operação, que contou com o esforço conjunto das polícias Militar, Civil, Rodoviária Federal e Científica, além de apoio de forças de segurança de Mato Grosso, culminou na localização do cadáver de ‘Boladinho’ no local indicado pelos criminosos. O caso foi registrado como homicídio qualificado e participação em organização criminosa, evidenciando a frieza da execução motivada por acertos internos de facções.

- Redação