Pela segunda vez consecutiva, a Justiça de Mato Grosso do Sul indeferiu o pedido de restituição de R$ 79 mil apreendidos com o prefeito de Ivinhema, Juliano Ferro (PL). O montante foi retido em 2024 durante a Operação Contrafação, deflagrada pelo Gaeco/MPMS. A defesa do polÃtico sustenta que o dinheiro é fruto de atividades comerciais legÃtimas e já anunciou que pretende recorrer da decisão, optando por se manifestar apenas nos autos do processo a partir de agora.
Ao analisar o caso, o juiz Rodrigo Barbosa Sanches, da 1ª Vara de Ivinhema, argumentou que a defesa não apresentou novas provas capazes de reverter o entendimento anterior. O magistrado destacou que, na atual fase das investigações, ainda não se pode descartar que o valor seja produto de infrações penais. Além disso, reforçou que o Estado não está inerte na condução do inquérito, o que justifica a manutenção da medida constritiva até que a origem do dinheiro seja devidamente comprovada.
A investigação que atingiu o prefeito teve inÃcio com suspeitas de irregularidades na venda de uma caminhonete de luxo. Segundo o Gaeco, o veÃculo passou pelas mãos de Ferro e de um empresário sem registro formal, sendo transferido posteriormente para dois policiais militares com o uso de documentos falsos. A fraude ficou evidente pois o proprietário que constava no registro do Detran já havia falecido três anos antes da transação, realizada em junho de 2023. Durante as buscas da operação, além do dinheiro, foram apreendidas armas e munições, resultando na condução de duas pessoas à delegacia.
Paralelamente a esse episódio, Juliano Ferro enfrenta uma investigação por ocultação de bens conduzida pela PolÃcia Civil. O inquérito apura se o prefeito omitiu a posse de dois veÃculos de alto padrão — uma Silverado e uma Dodge RAM, avaliadas em cerca de R$ 800 mil — em sua declaração à Justiça Eleitoral para o pleito de 2024. Embora existam indÃcios de que ele detinha a posse desses automóveis até agosto deste ano, a lista oficial de bens apresentada pelo candidato à reeleição mencionava apenas três veÃculos de valores significativamente menores, totalizando menos de R$ 100 mil.
- Redação





