A Operação Buraco Sem Fim, deflagrada na manhã desta terça-feira (12) por uma força-tarefa composta pelo Gaeco, Gecoc e a Promotoria de Justiça, revelou que servidores públicos envolvidos no esquema de fraudes no serviço de tapa-buracos em Campo Grande mantinham grandes quantias em dinheiro vivo. Durante o cumprimento dos mandados de busca, os agentes apreenderam um total de R$ 429 mil em espécie nas residências de dois suspeitos: em um dos endereços foram encontrados R$ 186 mil, enquanto no outro o montante chegava a R$ 233 mil.
A ofensiva resultou na prisão de sete pessoas, incluindo Rudi Fiorese, ex-secretário de Obras durante a gestão de Marquinhos Trad, que foi detido em sua casa na Rua das Garças. Além dele, outros indivÃduos que já haviam sido alvos de investigações passadas foram novamente presos. A operação também realizou uma varredura completa na sede da Sisep (Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos) e em diversos imóveis ligados aos investigados, buscando provas de corrupção.
Esta ação é considerada um desdobramento direto da operação "Cascalhos de Areia", de 2023, que já apurava práticas de superfaturamento e contratos de serviços não realizados pela prefeitura. De acordo com o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), o esquema era vultoso: uma das empresas sob investigação teria recebido R$ 113,7 milhões entre os anos de 2018 e 2025, recebendo por trabalhos dos quais sequer participava efetivamente.
- Redação





