A trágica morte da maquiadora Roseli Fernandes de Oliveira Romeiro Vieira, de 48 anos, após um procedimento estético na capital paulista, está sob investigação do 27º Distrito Policial (Dr. Ignácio Francisco) da PolÃcia Civil de São Paulo. Natural de Jardim, municÃpio localizado a 224 quilômetros de Campo Grande, Roseli viajou até o estado vizinho para realizar uma remodelação nos glúteos, coxas e quadrÃceps. A primeira etapa do tratamento ocorreu na segunda-feira (25), e o plano inicial era retornar ao consultório no dia seguinte para finalizar a intervenção na região do quadrÃceps. No entanto, ela começou a passar mal na terça-feira (26), sofrendo uma parada cardiorrespiratória fulminante dentro do edifÃcio comercial onde a clÃnica funcionava.
Em depoimento à polÃcia, a filha de Roseli relatou os momentos de angústia que antecederam o óbito. Ela explicou que acompanhou a mãe na viagem após a maquiadora conhecer o trabalho da médica pelas redes sociais. No dia da primeira aplicação, a jovem aguardou na sala de espera entre as 11h30 e as 14h. Ao ser liberada, Roseli queixou-se de dores nas pernas e nos glúteos, mas garantiu que estava bem. Já no hotel, após consultar as orientações da médica de forma remota, a paciente tomou os medicamentos Dramin e Tramal para aliviar o desconforto, embora a filha não saiba dizer se alguma outra substância já havia sido administrada no consultório.
O quadro de saúde de Roseli começou a dar sinais de alerta ainda na noite de segunda-feira. Apesar de ter acordado disposta na manhã de terça-feira, o mal-estar logo retornou com gravidade. Segundo a filha, a mãe apresentava fraqueza corporal, chiado no peito, taquicardia severa e chegou a desabafar que sentia que iria morrer. Diante dos sintomas, a maquiadora ligou para a médica, que pediu que ela retornasse à clÃnica para uma avaliação de emergência. Acompanhadas pela filha, as duas embarcaram em um carro de aplicativo. Durante a corrida, a motorista do veÃculo testemunhou o desespero da passageira, relatando que ela estava extremamente ofegante, suando frio e repetindo que faleceria, até perder a consciência por falta de ar. No trajeto, a filha confessou à condutora o grande medo que sentia diante da piora repentina da mãe.
Ao chegarem ao prédio da clÃnica, a jovem utilizou uma cadeira de rodas para levar a mãe até a recepção. Imediatamente, a médica e a recepcionista deitaram Roseli no chão para iniciar as manobras de massagem cardÃaca. Diante do visÃvel estado de desespero da profissional de saúde, que pedia ajuda sem conseguir reagir de forma efetiva, a própria filha tomou a iniciativa de telefonar para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para solicitar o resgate.
Na delegacia, a jovem também trouxe detalhes sobre o histórico de saúde da mãe para colaborar com as investigações. Ela ressaltou que Roseli tinha hábitos saudáveis, não fumava, não ingeria bebidas alcoólicas, praticava atividades fÃsicas e havia realizado diversos exames preparatórios antes de viajar. Além disso, a maquiadora tinha passado por um lifting facial na sexta-feira anterior (22) sem apresentar qualquer tipo de complicação. A única condição crônica relatada foi o hipotireoidismo, que, segundo a familiar, estava devidamente controlado. As autoridades agora buscam esclarecer as causas exatas que levaram à fatalidade.
- Redação





