Policial

Narcotraficante Gerson Palermo passa por audiência e segue para Penitenciária Federal de Campo Grande

O narcotraficante, que já foi liderança da facção criminosa PCC, acumula pena de mais de 120 anos.
- Imagem Divulgação (CGNEWS)

O narcotraficante Gerson Palermo passou por audiência de custódia nesta quinta-feira (28) no Fórum de Campo Grande, localizado na Rua da Paz, para avaliar a regularidade de sua prisão. Recapturado na Bolívia após passar seis anos foragido, ele foi transportado da Superintendência da Polícia Federal, na Vila Sobrinho, sob um forte esquema de segurança operado pela Polícia Penal Federal. A operação de escolta mobilizou cinco viaturas, das quais quatro permaneceram posicionadas na área externa do prédio com policiais fortemente armados. Após o término do ato legal, o preso foi encaminhado diretamente para a Penitenciária Federal de Campo Grande. O juiz Valter Tadeu Carvalho destacou na decisão que a finalidade do procedimento se restringiu a assegurar os direitos constitucionais do detido e constatar a vigência do mandado judicial em aberto, visto que não se tratava de uma prisão em flagrante.

Palermo possui uma extensa trajetória no crime organizado, incluindo a liderança na facção Primeiro Comando da Capital (PCC) e uma série de ações de grande repercussão que somam mais de 120 anos de condenação. Entre os episódios mais marcantes de seu histórico criminal estão o sequestro de um avião Boeing da companhia Vasp, ocorrido em agosto de 2000, e a concessão de uma liminar de soltura em abril de 2020, fato que resultou na punição do desembargador Divoncir Schreiner Maran, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul. Em termos penais, o traficante acumula uma sentença de 59 anos, nove meses e um dia de reclusão decorrente da Operação All In, deflagrada pela Polícia Federal em 2017, além de outros 60 anos de reclusão expedidos pelo Judiciário do estado do Paraná.

A nova prisão de Gerson Palermo joga luz novamente sobre as engrenagens das facções criminosas da região. A descoberta do paradeiro dele em território boliviano foi o desdobramento de uma investigação que teve início em outubro do ano passado por parte da Polícia Civil. Na ocasião, as autoridades apuravam o suposto sequestro da filha do narcotraficante em Campo Grande, crime que teria sido motivado por um conflito financeiro associado ao tráfico de drogas envolvendo uma quantia de R$ 50 mil.

- Redação