O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados decidiu, por um placar de nove votos a quatro, aplicar mais uma suspensão de dois meses ao mandato do deputado federal Marcos Pollon (PL). A penalidade foi motivada por declarações ofensivas direcionadas ao presidente da Casa, Hugo Motta, proferidas durante um evento polÃtico realizado na capital sul-mato-grossense. Na ocasião, o parlamentar criticou duramente o andamento do projeto de anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro, afirmando que a pauta estava travada por culpa de Motta, a quem se referiu com termos de baixo calão e ofensas de cunho pessoal e fÃsico.
A nova punição foi embasada no relatório aprovado pelo colegiado, cujo relator defendeu a necessidade de uma punição rigorosa. Segundo o voto vencedor, o Parlamento precisa demonstrar claramente que não tolera infrações dessa gravidade, impondo uma reprimenda severa para preservar o decoro. Esta decisão representa a segunda condenação consecutiva de Pollon no órgão disciplinar, onde ele já cumpria um afastamento prévio, também de dois meses, por atitudes de obstrução aos trabalhos da Mesa Diretora.
Insatisfeito com o resultado, o deputado sul-mato-grossense protestou contra a nova sanção, argumentando que o uso da palavra é uma das funções primordiais e essenciais do exercÃcio parlamentar. Pollon defendeu que seus discursos são protegidos de forma integral pela Constituição Federal como pilar da atividade democrática, independentemente do teor ou do impacto de suas falas. Apesar do revés inicial, o parlamentar ainda poderá apresentar recurso junto à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), etapa que precede a palavra final do plenário da Câmara, onde ele precisará do apoio de pelo menos 257 dos 513 deputados para reverter o afastamento.
- Redação





