Após passar 15 dias internado na Santa Casa de Campo Grande, o personal trainer Douglas Lenon Gonçalves Martins, de 40 anos, faleceu nesta quarta-feira (10). Ele havia sido internado no dia 26 de maio, após ter a sua residência, localizada no Bairro Parque dos Novos Estados, invadida por um grupo de pessoas. Além de ser brutalmente espancado pelos invasores, Douglas foi submetido à aplicação forçada de diversas injeções de insulina. Quando o Corpo de Bombeiros Militar o socorreu, ele apresentava um corte profundo na região do abdômen.
O estado de saúde do profissional de educação fÃsica era considerado gravÃssimo e com alto risco de morte, conforme detalhado no boletim de ocorrência. O quadro clÃnico, que já incluÃa episódios de parada cardÃaca, foi severamente agravado pelas doses de insulina injetadas pelos criminosos, substância que tem o potencial de desencadear paradas cardiorrespiratórias. Apesar de todos os esforços médicos durante o perÃodo de internação, ele acabou não resistindo à s lesões.
Até o momento do registro policial, a identidade dos agressores permanecia desconhecida. O caso foi formalmente repassado à 3ª Delegacia de PolÃcia Civil de Campo Grande, que assumirá a condução das investigações para apurar os detalhes da dinâmica do crime e rastrear o paradeiro dos envolvidos no homicÃdio.
O nome do personal trainer já havia repercutido na mÃdia em novembro de 2021, quando ele sobreviveu a um atentado em um motel situado na Avenida Cônsul Assaf Trad, também na capital sul-mato-grossense. Naquela ocasião, Douglas foi baleado no rosto por um policial rodoviário federal ao ser flagrado no estabelecimento junto à esposa do agente. Mesmo atingido pelo disparo, ele conseguiu escapar e solicitar socorro a moradores vizinhos, sendo encaminhado à Santa Casa para procedimentos cirúrgicos. O desfecho daquele episódio ocorreu dois dias depois, quando o policial, identificado como Tony Moretto, foi achado sem vida em uma estrada de terra nas proximidades do bairro Moreninhas, em um caso registrado pela polÃcia como suicÃdio.
- Redação





