Devido à paralisação dos professores, as unidades da Rede Municipal de Ensino (Reme) de Campo Grande amanheceram de portas fechadas nesta sexta-feira (12). Durante o perÃodo de mobilização da categoria, as aulas para os alunos da rede municipal estão totalmente suspensas. Na Escola Municipal Danda Nunes, localizada no bairro Vivendas do Bosque, um aviso fixado no portão alertava pais e responsáveis que o atendimento para as turmas do grupo ao 9º ano, em ambos os turnos, não ocorreria por conta do movimento docente. A direção da escola garantiu que haverá reposição do dia letivo em uma data a ser informada posteriormente. Aparentemente, a comunicação prévia funcionou bem, já que nenhum pai ou responsável foi visto na escola durante a permanência da reportagem no local, evitando viagens perdidas.
A greve foi deliberada na última segunda-feira (8) em uma Assembleia Geral Extraordinária da ACP (Sindicato Campo-grandense dos Profissionais da Educação Pública), que contou com a presença de aproximadamente 300 educadores. O objetivo do protesto é cobrar da Prefeitura a aplicação de um reajuste de 5,4%, conforme estabelecido na polÃtica do Piso 20h. Por outro lado, a prefeita Adriane Lopes justificou que as negociações foram afetadas depois que o Governo Federal elevou a previsão de reajuste do piso de 0,37% para 5,40%. A chefe do Executivo criticou a União por impor o aumento sem anunciar repasses financeiros complementares para ajudar os municÃpios, embora o Governo Federal envie recursos para essa finalidade. Adriane também defendeu que Campo Grande já paga o maior piso nacional para a carga horária de 20 horas atingindo R$ 4,6 mil, um valor 71% acima do piso nacional, atendendo a uma rede que soma 110 mil estudantes.
O cronograma de mobilização dos professores previu o inÃcio do ato para as 7h30 na sede da ACP, de onde os manifestantes planejaram seguir em caminhada até o prédio da Prefeitura de Campo Grande para pressionar o Executivo por respostas. De acordo com o presidente do sindicato, Gilvano Kunzler, a paralisação tornou-se inevitável por conta da falta de avanços no diálogo com a administração municipal, centralizando as cobranças no cumprimento da lei que instituiu a polÃtica do Piso 20h. Esta nova manifestação acontece em um intervalo de menos de dois meses após o último protesto da categoria na capital; em abril, os educadores já haviam se concentrado no cruzamento da Avenida Afonso Pena com a Rua 14 de Julho para reivindicar melhorias nas redes municipal e estadual. Diante deste cenário, cabe aos pais e responsáveis acompanhar os próximos comunicados das escolas para saber quando as aulas perdidas serão repostas.
- Redação





