O inverno de 2026 teve inÃcio oficialmente à s 4h25 deste domingo (21) e, já nesta segunda-feira (22), Mato Grosso do Sul deve ser atingido pela primeira onda de frio da estação. Impulsionada por uma intensa massa de ar polar vinda do Sul do paÃs, essa condição deve ditar o ritmo das temperaturas no Estado até o final de junho, segundo projeções do Climatempo. O Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (Cemtec) alerta que este pode ser o resfriamento mais severo do ano até agora, trazendo também potencial para chuvas e tempestades.
O ápice desse frio intenso está previsto para o perÃodo entre 24 e 26 de junho, quando os termômetros devem despencar, registrando marcas entre 0°C e 2°C, principalmente na região sul sul-mato-grossense, onde há forte risco de geada. O declÃnio térmico também afetará as demais áreas do Estado. Para o mês de julho, a previsão aponta para a chegada de mais duas massas de ar frio uma em meados e outra no fim do mês, que devem se espalhar do Sul do Brasil em direção a grande parte do Centro-Oeste.
Na capital, Campo Grande, o domingo (21) oscila entre 12°C e 26°C, enquanto a segunda-feira (22) deve registrar marcas entre 17°C e 26°C. O frio ganha força na terça-feira (23), com a temperatura máxima caindo para 17°C. Já no interior, cidades do sul como Ponta Porã, Dourados e Amambai terão mÃnimas variando de 4°C a 15°C e máximas entre 15°C e 25°C ao longo da semana. Na região pantaneira, Corumbá, Ladário e Porto Murtinho devem registrar mÃnimas entre 11°C e 18°C, com máximas de 20°C a 26°C.
Tradicionalmente, o inverno no Estado é caracterizado por noites mais longas, dias mais curtos, nevoeiros matinais e a presença marcante da estiagem. Embora o Cemtec indique que o volume total de chuva em 2026 possa ficar ligeiramente acima da média histórica variando de 50 a 100 mm no norte e nordeste, 100 a 200 mm na maior parte do Estado e até 300 mm no extremo sul, as precipitações ocorrerão de forma muito irregular. Longos perÃodos sem chuva provocarão quedas acentuadas na umidade relativa do ar, o que demanda cuidados com a saúde e eleva o risco de queimadas florestais.
Por fim, o panorama de médio prazo indica a influência do fenômeno El Niño, cuja confirmação foi feita pela NOAA em 11 de junho de 2026. Entre os meses de julho e setembro, as médias térmicas devem ficar próximas ou um pouco acima do padrão, com extremos variando de 22°C no sul a até 28°C no noroeste. O calor deve se intensificar no final do trimestre, com projeções de que o fenômeno ganhe ainda mais força na primavera e no inÃcio do verão, favorecendo ondas de calor. O Cemtec ressalta, contudo, que os impactos do El Niño dependerão da interação com outros sistemas meteorológicos regionais ao longo dos próximos meses.
- Redação





