Política

Após derrota no STF, vereador Rafael Tavares retira pré-candidatura a deputado federal

O caso teve início durante a campanha eleitoral de 2018, quando Tavares fez uma postagem em tom de ironia nas redes sociais para rebater acusações de que Jair Bolsonaro seria contrário a negros e homossexuais.
- Imagem Divulgação (redes sociais)

Após ter um recurso rejeitado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o vereador Rafael Tavares (PL) decidiu retirar sua pré-candidatura à Câmara dos Deputados nesta segunda-feira (20). O parlamentar responde a uma condenação por discurso de ódio decorrente de uma publicação feita em 2018, quando ainda atuava apenas como militante. Diante da decisão judicial, o risco de ter seus votos anulados caso disputasse o pleito sob liminar o levou a abrir mão da disputa para não comprometer a chapa do seu partido.

O caso teve início durante a campanha eleitoral de 2018, quando Tavares fez uma postagem em tom de ironia nas redes sociais para rebater acusações de que Jair Bolsonaro seria contrário a negros e homossexuais. A publicação gerou uma denúncia ao Ministério Público e culminou na condenação do ativista, com o argumento judicial de que a falta de recursos visuais como emojis impediu que o público identificasse o teor irônico da mensagem. Desde então, a decisão foi mantida em sucessivas instâncias da Justiça.

Ao comunicar o recuo, o vereador afirmou que já havia acertado sua candidatura com o presidente nacional da sigla, Valdemar da Costa Neto. Tavares classificou o processo como perseguição política voltada a figuras de direita, comparando sua situação à de outros aliados do ex-presidente, e declarou que a Justiça brasileira costuma penalizar posicionamentos opinativos enquanto abranda crimes sérios. Apesar da desistência na urna, ele assegurou que continuará atuando na militância política.

- Redação