Policial

Ex-deputado Neno Razuk é preso pela polícia na Bolívia

Neste domingo, dia 2, o ex-deputado estadual Neno Razuk (PL), que estava com o paradeiro desconhecido desde julho deste ano, acabou sendo detido pelas forças policiais da Bolívia devido à sua situação migratória irregular no país vizinho.
- Imagem Divulgação (ALEMS)

Neste domingo, dia 2, o ex-deputado estadual Neno Razuk (PL), que estava com o paradeiro desconhecido desde julho deste ano e respondia a uma condenação em primeira instância, acabou sendo detido pelas forças policiais da Bolívia devido à sua situação migratória irregular no país vizinho. Embora a Justiça do Mato Grosso do Sul tivesse solicitado recentemente a inclusão de seu nome na Difusão Vermelha da Interpol no final de novembro, a medida ainda não havia sido efetivada e, por essa razão, ele ainda não contava com um mandado de prisão internacional em aberto no momento em que foi abordado.

Apesar de ser previsível a sua extradição ou entrega para a justiça do Brasil, os passos burocráticos dessa transferência ainda precisam ser alinhados entre os governos de ambos os países, cenário que se estende à falta de pronunciamentos oficiais de órgãos competentes até o momento. Questionado sobre a situação, o advogado de defesa Ricardo Souza Pereira informou que a equipe jurídica ainda não obteve qualquer confirmação oficial sobre a detenção, seja por parte do próprio investigado ou por autoridades governamentais.

Alvo central da Operação Successione desde o final de 2023, Neno acumula uma condenação inicial de mais de 15 anos de reclusão por envolvimento em organização criminosa armada, exploração de jogos de azar e roubo majorado, além de responder a novas acusações na quarta fase da mesma operação, deflagrada em novembro de 2025. O ex-parlamentar, que perdeu o mandato na Assembleia Legislativa sul-mato-grossense em maio em virtude de uma recontagem eleitoral — perdendo consequentemente o foro privilegiado —, segue aguardando os desdobramentos de sua situação jurídica enquanto as autoridades dos dois países definem os próximos trâmites.

- Redação