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Com o avanço do El Niño, MS tem previsão de chuvas acima da média e risco de temporais em agosto

A partir de quarta-feira (5) e estendendo-se até sexta-feira (7), o cenário de instabilidade se expande por uma área maior do território sul-mato-grossense.
- Imagem Divulgação

O fenômeno El Niño intensificará sua influência sobre o clima de Mato Grosso do Sul ao longo de agosto, trazendo uma perspectiva de volume de chuvas acima da média histórica para o período, que costuma ser um dos mais secos do ano no Centro-Oeste. A mudança no tempo começa a se desenhar após o forte temporal de 102,4 milímetros que provocou alagamentos em Campo Grande na semana anterior, com as instabilidades avançando inicialmente pelo extremo sul do Estado entre segunda e terça-feira, seguindo um padrão que costuma atingir primeiro a Região Sul do país.

A partir de quarta-feira (5) e estendendo-se até sexta-feira (7), o cenário de instabilidade se expande por uma área maior do território sul-mato-grossense, abrangendo regiões como o centro, sul, norte e leste, com maior propensão a chuvas fortes e tempestades concentradas nos períodos da tarde e da noite. A Climatempo aponta que a atuação de duas frentes frias uma logo na primeira semana e outra prevista para o encerramento do mês deve impulsionar esse excedente de precipitações, cujas médias históricas municipais para agosto costumam oscilar entre 15,5 mm (em Paranaíba) e 71,2 mm (em Mundo Novo e Iguatemi), enquanto Campo Grande registra tipicamente 45,5 mm.

Apesar do incremento nas chuvas decorrente do aquecimento das águas do Oceano Pacífico e da intensificação do El Niño cujo ápice é esperado para setembro, o tempo ainda exigirá cuidados devido à baixa umidade relativa do ar, que deve se manter em torno de 20%. Especialistas destacam que os reflexos do fenômeno no Estado variam anualmente conforme a interação com outros fatores atmosféricos, podendo elevar os riscos de alagamentos em caso de volumes excessivos ou favorecer incêndios florestais se houver períodos prolongados de calor intenso sem precipitação consistente. Dados históricos entre 2001 e 2024 mostram que, dos 15 anos com registro de El Niño em Mato Grosso do Sul, nove apresentaram chuvas acima da média e seis ficaram abaixo, evidenciando que, embora o fenômeno favoreça o calor e precipitações elevadas, outras tendências climáticas também podem atenuar seus impactos.

- Redação