Policial

Justiça nega liberdade a Rossana Jafar, apontada como líder de esquema de corrupção na Operação Gutenberg

O magistrado Deyvis Ecco, titular da 2ª Vara Criminal de Campo Grande, rejeitou o pedido de liberdade apresentado em favor de Rossana Paroschi Jafar.
- Imagem Divulgação (redes sociais)

O magistrado Deyvis Ecco, titular da 2ª Vara Criminal de Campo Grande, rejeitou o pedido de liberdade apresentado em favor de Rossana Paroschi Jafar. Detida desde o último dia 7 de julho em decorrência da Operação Gutenberg conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) para apurar um suposto esquema de corrupção estimado em R$ 27 milhões, a investigada teve a manutenção da prisão preventiva justificada pela necessidade de garantir a ordem pública. De acordo com o juiz, medidas cautelares alternativas seriam insuficientes para blindar o meio social ou evitar a reiteração delitiva, além de estarem presentes os requisitos legais que vedam a concessão de fiança. A defesa havia argumentado que o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) já formalizou a denúncia, questionado a contemporaneidade dos fatos e sustentado a desnecessidade da segregação.

A decisão judicial destaca que Rossana é apontada pelas investigações como uma das principais lideranças da organização criminosa, exercendo papel de coordenação sobre os demais investigados. Ela já se tornou ré, juntamente com outros 16 alvos, após o recebimento da denúncia pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção ativa. Do total de denunciados, quatro integram a família Jafar, herdeiros da Gráfica Alvorada: além da própria empresária e cirurgiã-dentista Rossana, constam na lista Giovanni Paroschi Jafar, a médica Olívia Paroschi Jafar e Felipe Paroschi Jafar, que acabou exonerado da Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos após a deflagração da operação policial.

As apurações também apontam o envolvimento de Rhayane Souza Fanaia, ex-esposa de Giovanni Jafar e ex-proprietária de um brechó em Campo Grande, que figurou como a primeira administradora formal da Editora Avante anteriormente denominada Souza & Fanaia Comércio de Livros e Serviços Editoriais Ltda. Com sede em São Paulo e apontada como o epicentro do esquema fraudulento, a empresa teria sido aberta em nome de Rhayane com o propósito estratégico de ocultar o controle e a participação efetiva do clã Jafar nos negócios ilícitos.

- RedaçãoÂ