Com o objetivo de cumprir cinco mandados de prisão e 12 ordens de busca e apreensão nos municÃpios de Bela Vista, Nioaque, Jardim, Bonito e Guia Lopes da Laguna, equipes do Gaeco, do Gecoc e da 1ª Promotoria de Justiça de Nioaque deflagraram a segunda fase da Operação Auditus, voltada a desarticular um esquema de fraudes em consultas médicas. A investigação teve inÃcio a partir de indÃcios descobertos na primeira etapa, realizada em julho de 2025, que apontavam a contratação de uma empresa prestadora de serviços de saúde que recebia repasses financeiros, mas deixava de realizar procedimentos essenciais, a exemplo do teste da orelhinha em recém-nascidos, gerando um prejuÃzo estimado em R$ 3 milhões aos cofres públicos da época.
A partir da análise dos materiais apreendidos inicialmente, as autoridades constataram que o esquema criminoso evoluiu e se ramificou por diferentes setores da administração. O grupo investigado passou a ser tratado pelos órgãos de controle como uma organização estruturada, focada em direcionar licitações, simular o pagamento por atendimentos médicos inexistentes e desviar verbas públicas por meio do suborno sistemático de agentes estatais. O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPE-MS) apurou que a fraude provocou uma disparada de 1.713% nos gastos municipais com determinados procedimentos de saúde, visto que grande parte das consultas e exames pagos pelo poder público era falsificada em documentos por uma rede integrada por civis e agentes públicos.
- Redação





