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Por determinação da 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande, a Justiça de Mato Grosso do Sul decretou a prisão preventiva do cardiologista João Jazbik Neto, de 78 anos. Investigado pela morte de sua companheira, a fisioterapeuta FabÃola Marcotti, de 42 anos, o médico passou por audiência de custódia na manhã deste sábado (15), após ter se apresentado voluntariamente à s autoridades. A medida judicial ampara-se no artigo 312 do Código de Processo Penal e fundamenta-se na necessidade de garantir a ordem pública e resguardar a instrução do processo criminal.
Anteriormente, o investigado já havia sido detido em flagrante por porte ilegal de arma de fogo no mesmo dia em que o corpo da vÃtima foi localizado na residência do casal, situada no bairro Chácara dos Poderes, local onde a polÃcia apreendeu diversos armamentos. Naquela ocasião, João obteve a liberdade provisória concedida pela Justiça sob o cumprimento de medidas cautelares, que incluÃam o monitoramento por tornozeleira eletrônica e a proibição de contatar testemunhas vinculadas à s apurações.
Em contraposição ao novo mandado expedido, a defesa do cardiologista, representada pelo advogado José Belga Trad, classificou a preventiva como uma medida descabida. A defesa argumenta que o inquérito policial permanece em andamento e sem o oferecimento formal de denúncia, destacando ser indispensável assegurar ao investigado e à sua equipe jurÃdica o direito pleno de contestar os elementos colhidos, apresentar provas e prestar os devidos esclarecimentos ao longo do processo. Diante do cenário, os advogados anteciparam que adotarão os recursos cabÃveis para reverter a prisão.
O caso transcorre desde a data em que FabÃola foi encontrada sem vida pelo próprio marido no imóvel do casal. Segundo o relato prestado por ele à polÃcia, a fisioterapeuta cumpria sua rotina matinal habitual quando subiu para o segundo andar. Estranhando a demora e encontrando a porta do quarto trancada, o médico retornou ao piso inferior e, momentos depois, ouviu o barulho de um disparo. Ao retornar ao cômodo, encontrou a companheira ferida, que não resistiu aos ferimentos antes da chegada dos socorristas. A ocorrência mobilizou a PolÃcia Militar, o Corpo de Bombeiros e a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), tendo os levantamentos periciais preliminares registrado o fato, inicialmente, como suicÃdio.
- Redação





