O influenciador digital Eduardo Rezende da Silva Razuk e seu irmão, Rafael, foram alvos de prisão em uma operação policial focada em combater crimes de lavagem de dinheiro, associação criminosa e a exploração ilegal de loterias. Coordenada pela Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DERCC), a ação mobilizou equipes policiais em Campo Grande e em Dourados. Na capital sul-mato-grossense, agentes da DERCC e do Garras cumpriram mandados em imóveis localizados na região da Vila Carlota, do bairro Vilas Boas e do Jardim Cruzeiro, culminando na apreensão de diversos automóveis que acabaram encaminhados à Defurv.
Conhecido na internet por produzir conteúdos voltados ao universo automotivo e à velocidade, Eduardo Razuk acumulou ao longo dos anos um histórico marcado por polêmicas, investigações policiais e disputas judiciais. Sua trajetória de repercussão negativa ganhou força em outubro de 2018, quando veiculou imagens dirigindo em uma rodovia enquanto manuseava o celular e discutia infrações de trânsito. O cenário se agravou substancialmente em 2020, ano em que passou a enfrentar o cerco das autoridades em episódios como a circulação em meio ao toque de recolher da pandemia, fato que resultou em investigações por desobediência e direção perigosa.
Ainda em 2020, o criador de conteúdo foi preso temporariamente por suspeita de receptação de um veÃculo importado com placas do Paraguai, sendo liberado após o pagamento de fiança, enquanto o automóvel permaneceu retido. Nesse mesmo perÃodo, suas práticas ao volante voltaram a gerar conflitos com órgãos de segurança e vizinhos devido a testes de alta velocidade realizados em vias públicas e em áreas residenciais, somando-se a restrições de acesso ao autódromo local. Em agosto daquele ano, buscas foram deflagradas contra ele e outro influenciador para apurar suspeitas que iam desde contrabando até crimes ambientais decorrentes de modificações irregulares em seus veÃculos.
As controvérsias estenderam-se também à promoção de sorteios e rifas de carros de luxo, cujas legalidades foram amplamente questionadas pela imprensa e investigadas por órgãos de fiscalização a partir de 2020 e 2021. Enquanto a defesa sustentava que ele atuava apenas na divulgação contratada por terceiros, os concursos geraram impasses contratuais com ganhadores e novos recolhimentos de automóveis pela polÃcia. O acúmulo de infrações e a conduta reincidente nas ruas culminaram, por fim, na suspensão da carteira de habilitação do influenciador por seis meses.
- Redação





