Policial

Loja de luxo na Av. Mato Grosso é alvo do Gaeco em operação contra facção criminosa

Na manhã desta quinta-feira (10), o Ministério Público do Rio Grande do Sul deflagrou a Operação Luxúria para combater o braço financeiro de uma facção criminosa.
- Imagem Divulgação (MPRS)

Na manhã desta quinta-feira (10), o Ministério Público do Rio Grande do Sul deflagrou a Operação Luxúria para combater o braço financeiro de uma facção criminosa. A ação, que contou com o apoio do Gaeco de Mato Grosso do Sul e do Rio de Janeiro, além do suporte operacional da Brigada Militar gaúcha, visou o cumprimento de 17 mandados de busca e apreensão. As investigações apuram um complexo esquema de lavagem de dinheiro operado por meio de empresas de fachada, familiares e "laranjas", estratégia usada para ocultar recursos de origem ilícita. Diante das evidências, a Justiça determinou o bloqueio de até R$ 8,1 milhões em contas bancárias e bens dos envolvidos.

Em Mato Grosso do Sul, o cumprimento das ordens judiciais ocorreu nos municípios de Campo Grande e Porto Murtinho. Na capital sul-mato-grossense, um dos alvos foi a loja de roupas Karen Manica, localizada na Avenida Mato Grosso. Os agentes do Gaeco chegaram ao estabelecimento por volta das 6h, enquanto o local ainda estava fechado, e permaneceram na propriedade até cerca das 9h após uma funcionária permitir a entrada. A proprietária, uma empresária gaúcha que vive no estado desde a infância e fundou a marca há 32 anos, não estava no local por se encontrar em viagem.

O rastreamento de movimentações financeiras e patrimoniais incompatíveis com a renda declarada foi o fator decisivo para identificar a ramificação do esquema criminoso nos estados de Mato Grosso do Sul e do Rio de Janeiro. Entre o patrimônio de alto padrão afetado pela decisão judicial, destacam-se dois veículos blindados, uma loja de artigos de luxo em um bairro nobre de Porto Alegre e uma mansão avaliada em R$ 2,95 milhões, situada em um condomínio fechado.

Até o momento, sete investigados vinculados aos núcleos familiar e empresarial do grupo já foram identificados. As diligências executadas nesta etapa buscam reunir novos elementos de prova, mapear a atuação das empresas utilizadas no estado e localizar outros bens que integrem o patrimônio oculto mantido pela organização criminosa.

- Redação