Campo Grande

Prefeita de Campo Grande decreta situação de emergência após tempestade com ventos de 83 km/h causar destruição na capital

A prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), decretou situação de emergência na capital após a forte tempestade acompanhada de vendaval que atingiu a cidade na última quinta-feira (10).
- Imagem Divulgação (PMCG)

A prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), decretou situação de emergência na capital após a forte tempestade acompanhada de vendaval que atingiu a cidade na última quinta-feira (10). O Decreto nº 16.735, publicado em edição extra do Diogrande neste sábado (12), vigora por 180 dias com efeitos retroativos a 11 de setembro. A medida fundamenta-se nos amplos prejuízos materiais, sociais, econômicos e ambientais causados pelo evento meteorológico, que registrou ventos de até 83,8 km/h segundo o Inmet e causou estragos severos em menos de 30 minutos de duração.

O impacto da tempestade deixou rastro de destruição em diversos bairros, com bloqueios de vias, quedas de postes, destelhamentos e alagamentos. Entre as ocorrências mais graves, uma árvore atingiu quatro veículos no Hospital Universitário, cabos energizados isolaram trechos da Avenida Afonso Pena e da Esplanada Ferroviária, e a cobertura da Plataforma Cultural foi arrancada pelo vento. Além disso, o letreiro de um supermercado desabou, o teto da UPA do Bairro Universitário cedeu — forçando a evacuação de pacientes — e mais de 155 chamados por risco ou queda de árvores foram atendidos pelo Corpo de Bombeiros em poucas horas.

A destruição da rede elétrica foi uma das consequências mais severas, afetando postes, transformadores e fiação em vários pontos como a Vila Alba, Vila Nhanhá e Coopharádio. Mais de 20 horas após o temporal, moradores, comércios, escolas e um lar de idosos continuavam sem energia. A falta de luz prejudicou serviços essenciais, a conservação de alimentos e o funcionamento de unidades de saúde e de ensino, levando ao cancelamento das aulas em pelo menos 20 escolas da rede municipal, além de afetar instituições estaduais e privadas.

Com a decretação da emergência, a Prefeitura fica autorizada a mobilizar todos os órgãos municipais sob a coordenação da Defesa Civil, atuando em conjunto com esferas estaduais, federais e forças de segurança. A medida permite a convocação de voluntários, realização de campanhas de arrecadação e a aplicação de recursos da COSIP (Iluminação Pública) e do Fundo Municipal de Meio Ambiente para reparos na infraestrutura. O texto também ampara contratações diretas sem licitação, restritas às ações estritamente necessárias para a resposta ao desastre e com devida justificativa de preços e prazos. A Defesa Civil trabalha agora no levantamento detalhado dos prejuízos para formalizar o pedido de apoio financeiro junto ao Estado e à União.

- Redação