O governador Eduardo Riedel (PP), que concorre à reeleição, destaca a diversificação do setor agropecuário e a expansão da agroindústria como os grandes impulsionadores da transformação econômica sul-mato-grossense. Em sua avaliação, o estado superou a dependência histórica de commodities tradicionais como soja, milho e pecuária extensiva, consolidando novas cadeias produtivas ligadas à celulose, bioenergia, laranja, amendoim e ao processamento de variadas proteínas animais. O uso intensivo de tecnologias tem sido o principal motor desse processo, permitindo ampliar os índices de produtividade sem a necessidade de desmatar ou expandir de forma desordenada a fronteira agrícola. Segundo o governador, a chegada das indústrias não gerou concorrência por espaço com os produtores rurais, mas sim gerou valor agregado à produção e inserção em mercados inéditos.
Os números refletem essa reconfiguração econômica em diferentes frentes. No setor sucroenergético, o estado conta com 22 usinas ativas que geram mais de 4 bilhões de litros de etanol anualmente, integrando o milho diretamente à cadeia de biocombustíveis. Na área florestal, destaca-se o complexo industrial da Suzano em Ribas do Rio Pardo, que recebeu aportes superiores a R$ 22 bilhões e capacidade para fabricar 2,55 milhões de toneladas de celulose por ano, dinamizando toda a rede de fornecedores, serviços e transportes. Paralelamente, novas culturas ganharam força surpreendente: a produção de amendoim disparou 176% na safra 2024/25, alcançando mais de 56 mil toneladas e catapultando Mato Grosso do Sul para o segundo lugar no ranking nacional. A citricultura também avança com quase 35 mil hectares de laranja plantados até maio de 2026, enquanto o complexo pecuário alimenta indústrias de couro, sebo e novas linhas de suinocultura, avicultura e piscicultura.
Para um eventual novo mandato, Riedel projeta como prioridade estratégica a ampliação de projetos de irrigação, visando blindar a agricultura contra os impactos das instabilidades climáticas, além de apostar no mercado de carbono e no pagamento por serviços ambientais como fontes adicionais de renda ao produtor conservacionista. Essa evolução no campo reflete-se diretamente na ocupação do solo: nos últimos quinze anos, as pastagens estaduais encolheram de cerca de 23 milhões para 18 milhões de hectares, cedendo espaço para a agricultura e reflorestamentos, ao mesmo tempo em que pastos de baixo vigor despencaram de 6,2 milhões de hectares em 2010 para 2,9 milhões em 2024, conforme dados do MapBiomas. Para o candidato, o balanço comprova a viabilidade de um modelo de desenvolvimento sustentável.
“Mostramos que é possível produzir mais e, ao mesmo tempo, preservar. Fizemos da tecnologia uma grande aliada para aumentar a produtividade”, sintetizou o governador.
- Redação





