Policial

PF apreende mais de R$ 250 mil em espécie em imóvel e comitê do deputado Márcio Fernandes em Campo Grande

Polícia Federal apreendeu mais de R$ 250 mil em espécie no comitê de campanha e no apartamento do deputado estadual Márcio Fernandes (PL), candidato à reeleição.
- Imagem Divulgação (PF)

 

Durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão na Operação Jogo Limpo, realizada nesta sexta-feira (25) em Campo Grande, a Polícia Federal apreendeu mais de R$ 250 mil em espécie no comitê de campanha e no apartamento do deputado estadual Márcio Fernandes (PL), candidato à reeleição. A quantia, que segue em processo de contagem oficial, não havia sido declarada pelo parlamentar à Justiça Eleitoral na prestação de bens entregue ao TRE-MS — exigência legal que abrange também montantes mantidos em dinheiro vivo. A apreensão de valores nessa modalidade chama a atenção dos investigadores pelo grau de dificuldade na rastreabilidade em comparação a transações bancárias e aplicações financeiras.

Além do montante em dinheiro, os agentes federais recolheram três aparelhos celulares, um pendrive e diversos impressos de campanha nas diligências efetuadas no comitê eleitoral, situado na Chácara Cachoeira, e na residência do deputado, localizada no Bairro Royal Park. A Polícia Federal instaurou procedimentos para apurar a proveniência e a finalidade dos valores apreendidos, buscando identificar eventual conexão com ilícitos eleitorais no transcorrer do inquérito.

A ação ostensiva ocorre a apenas nove dias do primeiro turno do pleito de 2026, agendado para 4 de outubro. O ordenamento jurídico eleitoral veda a prisão de candidatos nos 15 dias anteriores à votação, ressalvadas as hipóteses de flagrante delito. A própria corporação já havia esclarecido durante o cumprimento dos mandados que não houve prisão de postulantes a cargos eletivos, tratando-se apenas do recolhimento de materiais para subsidiar as apurações.

Em contato com a reportagem, o advogado Assahd Milan Neto, responsável pela defesa técnica do parlamentar, declarou que cumpria agenda em São Paulo e que aguardava acesso formal aos autos da investigação para se posicionar detalhadamente. De imediato, o defensor enfatizou que seu cliente não foi detido e que apresentará os esclarecimentos necessários assim que tomar ciência do conteúdo integral do processo.

- Redação