Uma grande operação policial desencadeada na manhã desta quinta-feira (15) para conter uma escalada de violência em Batayporã terminou com três pessoas mortas em confronto com a polícia e um homem preso. Denominada Operação Descarrilho, a ação miras integrantes de uma facção criminosa com suspeita de vínculo com o Comando Vermelho envolvidos com o tráfico de entorpecentes e a disputa por território na região. A intervenção é conduzida por equipes do Garras em cumprimento a seis mandados de prisão e 16 de busca e apreensão distribuídos entre Batayporã, Nova Andradina e Bataguassu. As buscas continuam e os nomes dos mortos no confronto não foram divulgados oficialmente.
A motivação central da investigação é o esclarecimento de duas execuções recentes na Vila Maria Gonçalves. A primeira delas vitimou Gilson Santana dos Santos na noite de 29 de setembro, encontrado morto a tiros no quintal de uma residência na Rua Manoel Jorge Simão, após vizinhos escutarem estampidos e avistarem um motociclista deixando o local. A segunda execução vitimou Natalício Rodrigues dos Santos, o “Pebinha”, de 42 anos, na noite de 5 de outubro. Ele foi atingido por disparos efetuados por uma dupla em uma motocicleta na Rua José Eduardo de Barros; no local, os peritos recolheram oito cápsulas de munição deflagradas.
Diante do cenário de conflito e das provas reunidas pela investigação, a Justiça da Comarca de Batayporã autorizou os mandados judiciais. O propósito da Polícia Civil é colher provas como armas de fogo e aparelhos celulares, identificando a cadeia de comando dos assassinatos, desde os atiradores até os mandantes. A operação recebeu o nome de Descarrilho em referência direta ao esforço das forças de segurança para frear e interromper os crimes graves cometidos pela organização.
A mobilização envolveu um forte aparato policial composto por agentes de várias delegacias especializadas, como Denar, Defron, Garras e DAM, além das Seções de Investigações Gerais (SIG) e delegacias regionais de Nova Andradina, Bataguassu, Ivinhema e Angélica. O trabalho em solo teve a cobertura da Força Tática do 8º Batalhão da Polícia Militar e o apoio do helicóptero da Coordenadoria-Geral de Policiamento Aéreo (CGPA). A Polícia Civil ressaltou que as investigações correm em segredo de Justiça e um balanço consolidado com todos os resultados será apresentado ao final das diligências.
- Redação





