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Chuvas acima da média ajudam e 88% do território de Mato Grosso do Sul ficam livres da seca

O território de Mato Grosso do Sul registrou uma expressiva retração na área afetada pela seca, que despencou de 23% em agosto para apenas 12% em setembro, configurando a segunda queda consecutiva após os 34% contabilizados em julho.
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O território de Mato Grosso do Sul registrou uma expressiva retração na área afetada pela seca, que despencou de 23% em agosto para apenas 12% em setembro, configurando a segunda queda consecutiva após os 34% contabilizados em julho. Divulgados nesta segunda-feira (19) pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) por meio do Monitor de Secas, os dados revelam não apenas uma diminuição na extensão territorial do problema deixando 88% do Estado totalmente livre do fenômeno, mas também um abrandamento na intensidade, uma vez que a seca moderada deixou de existir e agora se restringe exclusivamente à categoria fraca. Com esse cenário, o Estado alcançou a condição mais branda de todo o Centro-Oeste, dividindo com Mato Grosso o menor índice de área atingida na região.

Essa melhora contrariou os temores iniciais gerados pelo fenômeno El Niño, que havia levantado alertas sobre a possibilidade de prolongamento da estiagem, agravamento da seca e intensificação do período crítico de incêndios florestais. No entanto, embora o fenômeno trouxesse incertezas, ele também abria margem para o aumento do volume de precipitações, o que de fato se concretizou em setembro. Conforme dados do Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (Cemtec), várias regiões sul-mato-grossenses com destaque para as áreas central, sul, leste, sudeste e sudoeste registraram chuvas acima da média histórica.

Entre os maiores acumulados do mês, sobressaíram-se os municípios de Anaurilândia, com 223,6 milímetros, Itaporã, com 200 milímetros, e Dourados, que acumulou 194,6 milímetros, enquanto na capital, Campo Grande, o volume de chuva chegou a ser quase três vezes superior à média climatológica para o período. Olhando para o trimestre seguinte, que compreende os meses de outubro, novembro e dezembro, o boletim do Cemtec aponta a continuidade da tendência de chuvas acima da média, embora acompanhadas de temperaturas elevadas e da ocorrência de tempestades mais intensas.

- Redação