Policial

Operação do Gaeco mira policiais penais suspeitos de facilitar esquema criminoso na Penitenciária de Dourados

Uma operação conjunta deflagrada nesta quarta-feira (21) pelo Gaeco, vinculado ao MPMS, tem como alvo policiais penais suspeitos de integrar um esquema de facilitação para a entrada de itens proibidos na Penitenciária Estadual de Dourados.
- Imagem Divulgação (MPMS)

Uma operação conjunta deflagrada nesta quarta-feira (21) pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), vinculado ao Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), tem como alvo policiais penais suspeitos de integrar um esquema de facilitação para a entrada de itens proibidos na Penitenciária Estadual de Dourados (PED), situada a 225 quilômetros de Campo Grande. Batizada de Operação Colete de Troia, a ação cumpre dez mandados de busca e apreensão distribuídos entre Dourados, Ivinhema, Rio Brilhante e o município paranaense de Paranavaí, além de diligências direcionadas à residência de uma advogada acompanhadas por um representante da OAB-MS. A execução das ordens judiciais conta com o suporte operacional do Batalhão de Choque da Polícia Militar, do Comando de Operações Penitenciárias (Cope), da Gerência de Inteligência Penitenciária, da Corregedoria da Agepen e do Gaeco do Paraná.

De acordo com as apurações, o esquema contava com o envolvimento direto de agentes públicos que, subvertendo suas atribuições, agiam em conluio com detentos e criminosos externos para introduzir drogas, celulares e outros materiais na unidade prisional, utilizando inclusive o apoio de drones. Os artefatos ilegais eram posteriormente comercializados ou consumidos no interior da penitenciária. Questionada sobre o envolvimento de seus servidores, a Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen) foi acionada pela imprensa e manteve o espaço aberto para manifestações.

O Ministério Público explicou que a denominação da operação faz referência ao clássico mito grego do Cavalo de Troia. Assim como a estrutura de madeira escondeu os combatentes para abrir as portas da cidade fortificada por dentro, a função e a confiança conferidas ao cargo de policial penal foram distorcidas para servir de disfarce, transformando o que deveria ser um escudo de proteção à sociedade na principal via de infiltração do crime organizado.

- Redação