Sidrolândia

Três suplentes assumem vagas na Câmara de Sidrolândia após afastamento de vereadores na Operação Dirty Pix

A Câmara Municipal de Sidrolândia definiu para a próxima segunda-feira (26) a posse de três novos vereadores suplentes,que devem cumprir um mandato temporário de cerca de seis meses.
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A Câmara Municipal de Sidrolândia definiu para a próxima segunda-feira (26) a posse de três novos vereadores suplentes,que devem cumprir um mandato temporário de cerca de seis meses. Assumirão as cadeiras os suplentes Itamar Souza (PSDB), Maria Fiúza (MDB) e Claesio Lechner (PSD). Entre os novos parlamentares, Maria Fiúza chama a atenção por ser filha da vice-prefeita Cristina Fiuza, apontada como uma das investigadas na Operação Dirty Pix — ação policial que resultou no afastamento por 180 dias dos vereadores titulares Cledinaldo Marcelino Cotócio, Izaqueu de Souza Diniz e Adavilton Brandão.

O afastamento cautelar dos parlamentares foi determinado pela juíza May Melke e atingiu também três ex-vereadores que exerciam cargos no Poder Executivo municipal. Com a decisão, Enelvo Felini deixou a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente, Cleyton Martins Teixeira foi exonerado da Secretaria Municipal de Agricultura e Abastecimento, e José Ademir Gabardo perdeu o cargo comissionado de Assessor de Serviços Especializados na SEGOV. As medidas integram a segunda fase da Operação Dirty Pix, deflagrada conjuntamente pelo Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc) e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

Durante as diligências recentes, foram presos o diretor do hospital municipal, Jacob Breure, a policial Cristina Rosa e o assessor Júlio César Alves. Além dos mandados de prisão, os agentes cumpriram 25 mandados de busca e apreensão expedidos para os municípios sul-mato-grossenses de Campo Grande, Sidrolândia, Maracaju e Selvíria.

As investigações do Gecoc tiveram início após a descoberta de desvios em verbas públicas destinadas à compra de equipamentos de ressonância magnética e autoclave hospitalar, intermediadas por um convênio entre o governo estadual e a Sociedade Beneficente Dona Elmíria Silvério Barbosa, administradora do hospital local. Desdobramentos da primeira fase, realizada em novembro de 2025, revelaram que o grupo mantinha uma estrutura reiterada de fraudes que afetava outros convênios da mesma instituição.

Ao todo, o esquema sob apuração envolve mais de R$ 18 milhões em recursos públicos. Esse montante deveria ser aplicado na compra de materiais hospitalares, aquisição de uma unidade de UTI móvel e em obras de reforma da estrutura do hospital. Segundo o Ministério Público Estadual (MPE), os investigados elaboravam planos de trabalho fraudulentos com superfaturamento de produtos e serviços, direcionando as licitações e contratos para empresas previamente combinadas.

De acordo com nota emitida pelo MPE, assim que as verbas estaduais entravam nas contas da entidade hospitalar, parte do dinheiro era desviada de sua finalidade original. O montante era então repassado por meio de sucessivas transações financeiras e laranjas para abastecer agentes políticos, intermediários e articuladores do esquema. O Gecoc destacou ainda que o forte poder financeiro da organização criminosa vinha sendo utilizado de forma abusiva para tentar obstruir o andamento das investigações.

- Redação