A defesa de Jacob Breure, diretor-presidente do Hospital Beneficente Elmíria Silvério Barbosa, situado em Sidrolândia, município localizado a 70 km de Campo Grande, teve um pedido de liberdade negado pela Justiça. Na mesma decisão, o juízo do Núcleo de Garantias exigiu que o órgão responsável pela custódia preste informações para assegurar o devido tratamento às condições de saúde mencionadas pelos advogados, ordenando a execução de providências cabíveis e a devida entrega de medicamentos. Nesse meio-tempo, Jacob permanece no aguardo da avaliação de um novo pleito de soltura, que se encontra sob a relatoria do juiz Alexandre Corrêa Leite, vinculado à 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS).
O dirigente hospitalar foi alvo de prisão pelo Gaeco ao lado da policial civil Cristina Rosa Gomes de Carvalho e do ex-assessor político Júlio César Alves da Silva, durante a segunda fase da Operação Dirty Pix (Pix Sujo), deflagrada em 7 de outubro, ocasião em que também foram cumpridos 25 mandados de busca e apreensão. A operação ainda resultou no afastamento de seus cargos dos secretários municipais Enelvo Júnior, responsável pelo Desenvolvimento Econômico, e Cleyton Teixeira, da Agricultura, bem como dos vereadores Cledinaldo Cotócio (PSDB), Adavilton Brandão (MDB) e Izaqueu Diniz (PSD).
De acordo com os relatórios periciais, as empresas Farma Medical e NSR Comércio (Pharbox), com sedes em Manaus, funcionaram como intermediárias para a distribuição de propina e a lavagem de dinheiro no final de 2022. Os valores eram originados de convênios públicos destinados ao hospital para reformas e aquisição de suprimentos médicos; contudo, o Ministério Público aponta que o esquema consistia na criação de uma sobretaxa ("gordura") nos contratos para possibilitar o desvio da maior parcela desses recursos públicos.
- Redação





