O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou na noite de terça-feira (27) que autorizou a ida do senador Flávio Bolsonaro (PL) a território norte-americano. Apesar do aval, o líder republicano afirmou não saber exatamente onde o parlamentar estava naquele momento, comentando apenas ter ouvido relatos de que ele se encontrava na Argentina. Paralelamente, tanto a Casa Branca quanto o Departamento de Estado dos EUA confirmaram a emissão de vistos de entrada para o congressista e seus dependentes. Indagado sobre a viagem, Trump elogiou a família Bolsonaro, disse que para ele não haveria problema na visita e aproveitou para tecer críticas às eleições brasileiras, classificando o pleito como "muito estranho" e "terrível".
Enquanto isso, informações desencontradas marcam a rota e a localização exata do senador. Na mesma noite de terça, as autoridades argentinas comunicaram que o avião com Flávio, a esposa e as duas filhas partiu às 23h20 rumo ao Equador, de onde continuaria viagem até Miami. Relatos da imprensa argentina também indicaram uma decolagem na madrugada desta quarta-feira (28) com destino aos EUA. Embora ainda não haja uma confirmação oficial das autoridades sobre o desembarque, um aliado informou ao portal UOL que o parlamentar já chegou aos Estados Unidos e deve conceder uma coletiva de imprensa ainda hoje.
A viagem ocorre em meio a restrições judiciais no Brasil impostas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que ordenou o recolhimento dos passaportes brasileiro e italiano do senador. Diante do descumprimento da medida, a Polícia Federal cancelou o passaporte emitido pelo Brasil, permanecendo válida a documentação italiana. Flávio responde a duas ações criminais por suspeita de lavagem de dinheiro e outras irregularidades ligadas a desvios no INSS e ao caso do Banco Master, investigações que tramitam no STF até fevereiro, quando o término de seu mandato pelo Rio de Janeiro extinguirá o foro por prerrogativa de função.
- Redação





