Fronteira

Paraguai se opõem a fechamento e promete abrir portas para compras

Lojas de Salto del Guairá e Shopping China em Pedro Juan vão abrir normalmente.


Por outro lado, a polícia paraguaia promete agir para cumprir o decreto presidencial

Grandes lojas de produtos importados de Pedro Juan Caballero, Salto Del Guairá e Ciudad del Este, as três principais cidades do turismo de compras do Paraguai, prometem ignorar o governo daquele país e funcionar normalmente de amanhã até o dia 4 de abril, período em que vigoram novas medidas para conter a covid-19 em território paraguaio.

Assim como ocorre em Mato Grosso do Sul de hoje até o domingo de Páscoa, o Paraguai vai permitir apenas serviços essenciais por nove dias. Lá, as medidas são ainda mais duras e até a circulação de entre cidades incluídas na área vermelha do coronavírus ficará proibida.

Na última sexta (26), o Shopping China, maior loja de importados da América do Sul, divulgou comunicado informando que vai funcionar normalmente em Ciudad del Este (separada de Foz do Iguaçu (PR) pela Ponte da Amizade), em Salto del Guairá (vizinha de Mundo Novo) e em Pedro Juan Caballero, cidade-gêmea de Ponta Porã.

Ao Campo Grande News, o gerente do Shopping China em Salto del Guairá confirmou que a loja, assim como boa parte do comércio da cidade, vai funcionar normalmente. “A fronteira está aberta. O decreto presencial determinando o fechamento não pode ser superior à Constituição do país”, afirmou Victor Silva.

Segundo o jornal ABC Color, os outros dois maiores shoppings da cidade (Ampy e Queen Anne) também já decidiram que vão abrir normalmente. Os comerciantes alegam que o setor comercial também é essencial para a população.

Victor Silva disse que os intendentes (prefeitos) de Ciudad del Este e Pedro Juan Caballero apoiam a decisão das lojas. “Entretanto, com apoio ou não vamos abrir”, afirmou. Segundo ele, os trabalhadores do comércio precisam pagar suas contas. “Querem nos obrigar a parar sem respaldo científico”.

Por outro lado, a polícia paraguaia promete agir para cumprir o decreto presidencial. “Devemos ser conscientes de que a situação sanitária de nosso país não está bem e se deve respeitar as medidas estabelecidas pelo governo”, disse ele ao ABC Color.