Política

Delegacias e batalhões da PMMS podem ter intérpretes de Libras

Unidades deverão ter policial habilitado ou intérprete terceirizado.


Na falta de um policial habilitado, deverá haver um intérprete oficial

Está tramitando na Alems (Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso do Sul) projeto de lei que pode tornar obrigatória a presença de intérprete de Libras (Língua Brasileira de Sinais) em unidades policiais. A matéria é de autoria do deputado estadual Antonio Vaz (Republicanos).

Delegacias e batalhões da PMMS (Polícia Militar) deverão ter um policial habilitado como intérprete para atendimento ao público. A capacitação pode ser feita por servidores públicos ou entidades credenciadas.

Na falta de um policial habilitado, deverá haver um intérprete oficial. Se sancionada, a lei passaria a valer após 180 dias (cerca de seis meses).

Na justificativa, Vaz cita que o Brasil tem 10,6 milhões de cidadãos com deficiência auditiva, segundo dados do Instituto Locomotiva.

“O projeto de lei garante que os espaços de atendimento de segurança pública estejam aptos a atender a pessoa com deficiência auditiva, garantindo-lhes suporte devido desde um atendimento corriqueiro até mesmo nas situações emergenciais. Isso proporciona um tratamento adequado e igualitário aos cidadãos de nosso Estado”, escreveu.

Se a proposição receber parecer favorável à sua tramitação pela CCJR (Comissão de Constituição, Justiça e Redação), e pelas comissões de mérito, sendo aprovada também nas votações em plenário e sancionada pelo governador Reinaldo Azambuja (PSDB), torna-se lei e entra em vigor na data de sua publicação no DOE (Diário Oficial Eletrônico).

 

 

 

 

 

MM