Política

Em MS bancada federal se divide em voto sobre volta das coligações partidárias

Por mudar a Constituição, PEC precisa ser aprovada em dois turnos na Câmara Federal e no Senado.


Segundo a Câmara Federal, o plenário recusou por 333 votos a 149, destaque do bloco Pros-PSC-PTB

A bancada de deputados federais de Mato Grosso do Sul se dividiu na votação sobre volta das coligações para eleições de deputados e vereadores, a partir de 2022 - que foi aprovada em primeiro turno. Na quarta-feira (11) e nesta quinta-feira (12), a Câmara dos Deputados vota o texto da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da reforma eleitoral.

Entre os que rejeitaram, Fábio Trad (PSD), Dagoberto Nogueira (PDT), Loester Trutis (PSL), Dr. Luiz Ovando (PSL). Já os que votaram à favor são Rose Modesto (PSDB), Vander Loubet (PT), Beto Pereira (PSDB) e Bia Cavassa (PSDB). As coligações foram extintas em 2017 e passaram a valer nas eleições de 2020. 

Segundo a Câmara Federal, o plenário recusou por 333 votos a 149, destaque do bloco Pros-PSC-PTB e manteve a volta das coligações partidárias para eleições proporcionais. A votação em primeiro turno foi viabilizada após acordo entre a maioria dos partidos sobre pontos polêmicos do texto aprovado na comissão especial, de autoria da relatora, deputada Renata Abreu (Podemos/SP).

Uma vez que muda a Constituição, a proposta precisa ser analisada em dois turnos na Câmara e no Senado, para entrar em vigor. Para isso, a PEC deve virar emenda constitucional antes do começo de outubro próximo, um ano antes das eleições 2022.

Com a aprovação de destaque do Psol, por 423 a 35 votos, foi retirado do texto a previsão do sistema "distritão" nas eleições de 2022 para deputados. PT, Novo e PL apresentaram destaques no mesmo sentido - o "distritão" é um apelido para o sistema de eleição majoritária, segundo o qual apenas os mais votados são eleitos. Esse sistema é usado na escolha de cargos do Executivo (presidente da República, governador e prefeito) e também para senador.

 

 

 

MM