Camillo Gandi Zahran Georges, de 36 anos, herdeiro de uma das famÃlias mais influentes da região, tornou-se o foco central da Operação Castelo de Cartas, deflagrada pela PolÃcia Civil de São Paulo. Ele é acusado pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul de liderar um esquema de estelionato que lesou um casal de amigos em Campo Grande em cerca de R$ 5 milhões. Valendo-se do prestÃgio de seu sobrenome para gerar credibilidade, Camillo teria atraÃdo seu personal trainer e a esposa deste para investimentos fictÃcios, que incluÃam desde uma suposta exportação de ouro com lucros exorbitantes até a falsa representação da cachaça Pitú e a abertura de um supermercado que jamais existiu.
A investigação, conduzida inicialmente pela Dedfaz após a denúncia das vÃtimas em agosto de 2024, revelou uma estrutura articulada de associação criminosa. Enquanto Camillo atuava na captação dos clientes e na venda dos negócios fraudulentos, seus comparsas — entre eles João Augusto de Almeida de Mendonça, apontado como braço direito — gerenciavam o fluxo financeiro. O dinheiro das vÃtimas era transferido para contas pessoais e empresas de fachada, como a FDR Cobranças e a Clean Energy Global. Quando os rendimentos prometidos não foram pagos, os acusados chegaram a alegar que os valores haviam sido perdidos em "garimpos", deixando de ressarcir o capital mesmo após assinarem termos de confissão de dÃvida.
Na segunda fase da operação, ocorrida nesta quarta-feira (28), a Deic cumpriu mandados em Campo Grande, resultando na apreensão de um arsenal de bens de luxo, incluindo dez veÃculos, relógios Rolex e R$ 250 mil em espécie. Camillo Zahran Georges é atualmente considerado foragido, enquanto seu irmão, Gabriel Gandi Zahran Georges, foi levado para prestar depoimento e liberado em seguida. O Ministério Público busca agora a condenação dos envolvidos e o pagamento de uma indenização mÃnima de R$ 5 milhões para reparar o dano causado ao casal.
Em resposta aos fatos, a defesa dos irmãos afirmou que não pode comentar os detalhes devido ao sigilo do processo. Já o Grupo Zahran emitiu uma nota oficial esclarecendo que, embora os investigados sejam membros da famÃlia, eles não possuem qualquer vÃnculo administrativo, operacional ou funcional com as empresas do grupo, que mantém governança independente e rigorosa conformidade com a lei.
- Redação
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